Good Pleasure
Eis que estávamos em casa sem nada pra fazer e procuramos algo para aumentar de bytes nosso já saturado HD.
Passeando pelos torrents da vida, acabei me apaixonando por uma série americana.
Não, não é nada tãoooo especial, mas é especial, pois são pessoas especiais, com dramas pessoais, problemas familiares, política, saúde…
“Pessoas simples, com poderes extraordinários”. Não é simpático ler uma coisa dessas? Não dá vontade de assistir algo assim?
É. Não sei a resposta, só a minha.
Heroes estreiou ano passado, e desde então não perdi nenhum episódio.
Uma série fantástica e não só pelo que ela é, e sim pelo que ela faz com a pessoa que a vê (dentre elas a abstração, a vontade de estar lá, de fazer o bem). Acabamos nos viciando numa série e ficamos lá, firmes e fortes para que consigamos baixar na hora em que sai para assistir (sem legenda, sem nada), porque afinal, é um prazer.
Poucas pessoas têm prazer ao ler um livro ou com a sétima arte. Vêem por ver, lêem por ler (ou porque é obrigado). Além disso, milhares de outros prazeres (ou, se você é menos viciado por algo que dá prazer, pode chamar de “coisas legais”) mexem com você de uma forma ou outra, e faz o que você é, do jeito que é. Promove tua atenção, raciocínio, tua cultura, tua sapiência.

Evil Pleasure
Porém, convém mostrar também o outro lado do prazer. Aquele que um bandido sente quando “mete bala” no malandro que o xingou, aquele que o assaltante sente ao ver que ninguém o pegou quando assassinou alguém, ou aquele que um riquinho sente quando espanca alguém só por parecer uma prostituta, porque é legal e os amigos vão caçoar e brincar muito. Êta história pra contar boa não? Na cadeia né?
Um serial killer sente prazer ao matar, e só. Sim só…somente este prazer, pois não querem se relacionar com ninguém, se apaixonar por ninguém, conversar com ninguém…porque o que dá prazer é matar, matar, matar….

The pleasure
Então me diga: Não é o nosso prazer que, de certa forma, nos define?
Então, prefiro que joguemos…que comecemos a ler mais, a ver mais filmes, a conversar com pessoas que também nos dão prazer de fazê-lo…
…sugiro que comece agora, e também digo que não existe prazer se um dia não existir a vontade. Ter prazer, depende da vontade, tanto a curto quanto a longo prazo..e é dessa última vontade que conseguiremos realmente chegar lá, e fazer com que tenhamos as coisas que nos darão realmente prazer.
Deixo escrito e assinado: Não temos o direito de proibir que alguém tenha prazer, só quando este não é politicamente correto. Espero que paremos de proibir as pessoas de fazer o que elas gostam, porque pelo que sabemos, somos todos livres e donos do nosso destino. De certo que não concordaremos…mas que aceitemos o prazer alheio para que o nosso também não seja coibido.

Enfim…
…foi um grande prazer!

Fiquem com Deus.

E um abraço especial para meu irmão. Parabéns garoto!!!

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