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Estou em um meio líquido. Algo me impele energicamente e suas paredes são delicadas, quentes…de que é formado isso?

Não quero saber mais, por enquanto (quem sabe quando o mundo girar, daqui há alguns anos), pois sinto frio. Muito frio. Vou chorar…estou chorando e alguém me segura de cabeça pra baixo. Começo a respirar sem ajuda. Que saco isso!! Antes era tão fácil, agora gasto tanta energia. Será que sou preguiçoso? Mas acabei de nascer!

Estou entendendo. Vejo cores, muitas cores e to gostando. Vejo pessoas conhecidas, e idiotas desconhecidos que parecem animadores de festa. Por que eles usam estas vozes artificialmente esganiçadas? Lá na frente chamarei isso de falsete, porque provavelmente ouvirei The Darkness. Gosto de rock, mas demorei a gostar.

Por enquanto ficarei na ‘casa-muito-engraçada-que-não-tinha teto’. Que engraçado! Quase irônico!

Olha eu caminhando. Direita, esquerda, tombo. Tudo bem, sou grandinho, posso ser desengonçado. Nossa! Já se passaram 6 meses? Ou “só se passaram 6 meses”? E já ando? Não é magnífico?

O tempo passa rápido. De repente, descobri que vivo em uma família, mas o melhor é que…família é onde se incluem todos aqueles que não animam festa! Fiz minha primeira inferência: “família não anima festas”. Hahaha! Será que serei engraçado? Ou quem sabe irônico?

Não sei. Talvez…só sei que estou num lugar onde vão me mostrar o que ainda não percebi na minhas reflexões. Apesar de que, em 5 anos, como posso fazer reflexões? Pergunto de novo: será que vou ser introvertido? Reflexivo? Absorto? Um “lento e desconcentrado”?

Talvez. Minha mãe me deixou aqui. Não chorei, ela disse que voltava. Mas porque os outros parecidos comigo choraram? Será que eles não entenderam a mamãe deles? Ou não quiseram entender? Ou mesmo assim estão com medo de alguma coisa? Ou sou tão feio que eles me viram e choraram? Será que vou ser feio assim?

Talvez. Também não importa. Eu sei do esquema.

Esquema eu uso quando finjo ser um personagem de algum lugar, com algum objetivo…uso esquema nessa coisa interessante que chamam de games. Você pode ser o que você não é…e até mesmo o que você jamais (naturalmente) poderá ser. Mas, você joga, e você ganha, e você consegue, e você ultrapassa obstáculos.

Obstáculos simples, até aqueles que quando um número é substituído por x. Sei que ele continua sendo aquele número, só que um número fantasma. Só que eu sempre sei qual é. Porque sempre existem dicas. Às vezes, nem precisa de dicas…o número se escondeu mal. Adorei essa matemática. Será que vou ser um grande contador? Ou só serviu pra eu aprender a descobrir os “fantasmas” mais facilmente? Ou com dicas? Ou esquema? Talvez. E isso se repetiu, por muitas vezes….muitas dicas diferentes…mas, não…não quero ser um contador. Entrei num lugar que vai me ensinar a cuidar do corpo das pessoas. Entrei hoje, acho que é 2 de fevereiro de 2000.

Até que gostei, mas por equanto estou gostando mesmo é de ser popular. Nossa, eu não sabia que poderia ser ouvido por alguém…sequer conhecia o que eram argumentos, ou idéias certíssimas. Acho que isso é o resultado de muitas noites pensativas, muitos livros lidos, muita conversa e porque também já ouvi muita coisa. Que bom que tenho meus sentidos!

Antes disso tudo, quando ainda jogava games e corria feito um louco atrás de uma bola com algum objetivo, também me interessei pelos animadores de festas. Principalmente as que possuem cabelos longos e o falsete não é idiota, porém é por conta da natureza. Interessei pelo que elas são, pelo seu corpo (isso me interessei bem, inclusive adorei o que me proporcionou quando vi pela primeira vez desnudo, acho que chama-se tesão), por sua mente, por sua sabedoria…e principalmente, pelo seu comportamento. Sou apaixonado pelo comportamento. De tudo, de todos. São tão diferentes, mas pra mim, são todos como os números fantasmas, os “x”s. Se eu fosse um personagem mutante de um livro de Stephen King, acho que seria um John-Smith-do-Comportamento. Não sei. Talvez.

Mas enfim. Estou aqui, que horas são? 23:15. Então, isso é uma história e o fim da história. Quem sabe uma biografia…superiormente escassa de detalhes, mas gostei da resenha.

É pra mostrar que desde que viemos ao mundo, obtemos algumas manias que sequer sabemos que são inconscientes. E isso tudo depende do meio que vivemos, da família que temos, das coisas que lemos, que vimos, das sensações (boas e ruins) que sentimos, das lembranças…de tudo.

Portanto, somos diferentes. Até gêmeos são diferentes, porque mesmo sendo fisicamente iguais e alguns ser parecidos comportamentalmente, têm perspectivas diferentes de tudo. Parecidas, mas não iguais.

Enfim. Não podemos mudar esse prazer que sentimos em viver, porque este é o nosso objetivo, pois fora isso que nos fez o que somos. Foi o gasto de minha energia, ao nascer, que me fez preguiçoso…foi a sensação gostosa de ver uma mulher que me fez um ‘discreto’ tarado, foi a alegria de ter excelência em alguma coisa abstrata que me fez gostar de games, foi as milhares de noites de reflexão que me fez saber compreender o próximo de uma maneira racional, e de gostar de seus comportamentos, sendo eu, assim, um rapaz que gosta muito de conversar, apesar de ser introvertido.

Portanto, vamos aceitar as diferenças, os prazeres alheios, a cultura e a educação do próximo…porque é isso que nos faz apaixonar por outra pessoa. Se todos fôssemos iguais, o mundo não teria graça e não haveria prazer.

Enfim, fiquem com Deus…semana que vem estou aí. E não julguem a mania alheia!!! rs

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