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Tudo que fazemos, é por uma causa.
Dessa causa obtemos uma conseqüência, boa ou ruim.
A conseqüência boa não é tão importante, pois não precisamos resolvê-la. Ela simplesmente está lá, nos faz felizes e nada nos ensina, somente soma em nossa experiência.
A conseqüência ruim é a que nos faz aprendermos. Às vezes, quando não sabemos qual será a conseqüência, ficamos com medo do que essa causa pode acarretar, ficamos com medo do efeito colateral que ela produz.

Acredita-se, quem não exista algo 100% bom ou 100% ruim. Que tudo faz mal e bem, dependendo da perspectiva que pusermos. Coisas como amor, ciúmes, tristeza, futebol, família – quem sabe até todos os “substantivos” da gramática, concretos ou abstratos – estão sempre neste equilíbrio entre fazer mal ou fazer bem…ser bom ou ser ruim.

Então, escolha um substantivo citado e vamos brincar de perspectiva, consegue? Consegue realmente me dizer se uma coisa é totalmente boa ou totalmente ruim? Vou deixar isso pra vocês, leitores e blogueiros, à vontade para tentar me contradizer nos comentários deste post.

Mas vou brincar também. Pensarei em uma palavra próxima a mim agora, e tentarei mostrar o quão mal esse “substantivo” pode ser, e quão bem também pode.
Aleatoriamente escolhi “Medicina” para dissertar. Então dê-me alguns segundos para que eu possa fazer a minha defesa.
Que palavra difícil. Mas tentarei dissuadí-los, cientificamente. Vamos lá.

Quão bem saudáveis vivemos hoje no Brasil? (Ao menos quem tem como procurar ajuda médica). Nossa expectativa de vida aumentou. E tudo isso é por causa diretamente da medicina. As pessoas estão vivendo mais – não como antigamente, é verdade! – estão mais saudáveis, e a cada dia os cientistas estão evoluindo com novas técnicas, descobertas e pesquisas. Motivos nós temos de sobra pra falar da beneficência de existir a medicina, de termos cuidados médicos, de podermos curar, melhorarmos a qualidade de vida, erradicarmos doenças antes incuráveis. Fica, particularmente, quase impossível encontrar alguma crítica a tal coisa, ao tal substantivo explanado. Tarefa árdua que prometi cumprir.

Mas, como no início do post, tudo tem seu efeito colateral. E, às vezes, como agora, é cientificamente explicado.

Darwin foi um dos maiores cientistas de sua época. Estudou e mostrou ao mundo sua Teoria da Evolução, e em conseqüência disso, hoje somos gratos por sua sabedoria.
Em sua Teoria, existia a seleção natural dos seres, aos quais – infelizmente, por não ter um material didático necessário para o tal – não me lembro citações sobre seres humanos em geral. Sua teoria foi aprovada, e hoje é estudada em todo e qualquer colégio do mundo, sendo matéria de prova e assunto importante nos mais famosos congressos mundiais do assunto.
Darwin nos explicitou sobre a seleção natural dos seres, o que simplesmente podemos dizer como “os mais fortes sobrevivem”.

Pra ficar muito mais fácil, vou exemplificar:
Imagine dois alces e um leão. Este último faminto, procura um alce que lhe satisfaça, quando acha os dois. Provavelmente, um morrerá e outro fugirá, vivendo por mais tempo e provavelmente, o que viverá será aquele que mais velocidade tiver, pois ele usa melhor habilidade. Esse alce que fugiu, viverá muito mais do que outros, como viveu mais do que o que foi morto, e consequentemente, sua prole também viverá.
A raça estará evoluída, sendo obrigado ao leão evoluir também para sobreviver, porque se não, sua raça se extinguirá.

Apresentados à seleção natural, vamos pôr essa teoria aos seres humanos.
Os nossos maiores predadores são os microorganismos. E nós precisamos evoluir para que estes predadores possam se extinguir.
Mas como poderemos evoluir, se a medicina (cheguei ao ponto) nos atrapalha?
Com a medicina, os denominados seres humanos “fracos” têm a oportunidade de viver mais, e proliferar, estagnando essa evolução humana. De certo modo, e em longo prazo, a medicina faz um mal meio que necessário, porém é um mal.

Pergunto-me: Quantas pessoas hoje em dia, adultos-jovens, sofrem de doenças antes só possuídas por idosos? Quantos tipos de vírus e bactérias se proliferam tão facilmente pelo mundo e sofrem mutação, que ao invés de antes atingir só centenas, atingir, depois de sua mutação, milhares? Os microorganismos que estão ficando fortes ou nós que somos os fracos? Quem está mais fácil de extinguir da face da Terra, nós ou os microscópicos? Já se perguntou sobre isso? Você não, mas muitas pessoas já, pois quantos filmes já vimos sobre esse assunto? “Um vírus, um caos.”

Exemplificando por fim: Seu avô que tinha uma genética forte, e viverá por 100 anos, casou com sua avó, uma enferma congênita que tem uma cardiopatia desde seus 25 anos, e provavelmente já morreu, ou quem sabe pode estar viva, com ajuda da medicina. Se sua avó morresse cedo, será que você existiria? Não sei. Mas seu avô sim, pois ele é geneticamente forte e a seleção natural não o levaria tão facilmente.

Logo me pergunto novamente: Essa salsada genética de fortes e fracos, fortes e fortes, fracos e fracos, fez um bem à evolução humana ou realmente atrapalhou a seleção natural dos seres? Todos evoluímos juntos realmente, ou simplesmente só uma boa parcela do acaso conseguiu?

Então, acabo me conscientizando de que a medicina fez com que a evolução humana, em relação à saúde, fosse estagnada, atrapalhando a natureza e essa é minha única crítica em relação à palavra que escolhi, tentando mostrar ao mundo, que por mais que quisermos acreditar que uma coisa ou uma pessoa seja 100% boa, a verdade, nua e crua, é que inexiste o fato da perfeição, pois tudo tem seu efeito colateral.

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Vida. Sonhos. Emoções. Drama.
Paz. Carência. Manias. Fama.
À direita, sossego.
À esquerda, tormento.
Ao fundo, apego.
À frente, fomento.
Parti ao meio.
Um lado certeza, um lado receio
Do meio, ao meio, em cheio
Indiferença, crença.
Tristeza, beleza.
Anseio.
De lá para cá, o vento carrega.
Daqui para lá, se espalha e se enverga.
Onde andarás, a linda, pacata, extrema ingrata;
Se cá carregada, ou vive ou se mata.