Estava trabalhando quando me deparei com uma reportagem interessante:

“Mais uma vez, a soberania brasileira está no alvo das grandes potências. E novamente, a desculpa é a preservação da Amazônia como pulmão da humanidade […] O New York Times defende que a floresta não pode ser patrimônio do Brasil, mas do mundo. Já o jornal britânico The Independent diz que a Amazônia “é importante demais para ser deixada aos brasileiros. Se perdermos as florestas, perderemos a batalha contra as mudanças climáticas.” Fonte: Jornal do PC do B.

Que preocupação com a humanidade, não? A grande mata na mão do mundo. O que nos levaria a acreditar que estão todos realmente preocupados com o pulmão do mundo.
Difícil ver florestas nos países, não? Ainda mais, grande como a Amazônica.
É claro que a Amazônia não precisa de baby-sitters…ou de uma torre de Babel, ou de maquinaria pesada internacional que mais parece um fuzil na mão de um pivete…e é claro que a Amazônia não precisa dos brasileiros, dos americanos, dos ingleses, dos monges do Nepal ou sabe-se lá que diabos!
Na verdade, a Amazônia não precisa de ninguém. A natureza (e isso inclui os seres e os eventos) sempre cuidou de si. Afinal, ela, a Amazônia é obviamente o símbolo de maior prova da natureza…enquanto as metrópoles, os centros urbanos e toda esta favelização é o símbolo cadavérico da “Grande-Mãe-Verde”. Talvez…realmente no fundo…devêssemos viver como índios, que ao invés de acariciá-la com foices, serras elétricas, pólvora e carnificina, utilizam-se de supostos deuses naturais (ou talvez a própria natureza, incluindo os eventos) para se guiar, se alimentar, viver e não sobreviver como nós, simples humanos urbanos, respeitando sim o que deve ser respeitado, amado, cultivado, que sempre estivera aqui antes e depois de virmos ao mundo, que sempre quando quer dar um castigo, leva milhares, milhões de insignificantes mamíferos intelectuais, diretamente à ela hostis, para a cova (o que ironicamente, fica embaixo da própria).
É impossível refletir sobre a natureza sem pensar em sua força. Nos “desastres”…ou talvez poderíamos dizer “Não-me-machuque-pois-tenho-efeitos-colaterais”, nas coisas naturais que por pura e teimosa auto-ignorância são chamadas de “sobrenaturais”.
Só faço um único pedido: não venham mexer com a mãe do Brasil (e realmente talvez do mundo), porque ela está calminha, mesmo sendo erroneamente classificada de 3º mundo…porque afinal, você nunca se perguntou porque em países de terceiro mundo não existem tantos desastres naturais? Ou talvez você teve uma breve idéia de que somos tão preguiçosos que nem sequer temos força pra machucar a natureza?
Enfim.
Ao mundo, que injustiça! Hipócritas, não enxergam que só está faltando a nossa fotossíntese!?

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