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Estive aqui.
Primeiramente na mão de um de vocês, depois nas mãos de duas..ou seriam mais?
Sou muito cobiçada. Não tanto quanto minhas irmãs…que dependendo da situação também o são.
Desejaram-me. Morderam-me. Mostraram-me. Orgulharam-se de mim, porque sou denotativamente lúcida…tanto quanto o sol.
Porque sou o futuro. Porque fui o passado. A história. Faço história. Faço uma vida, um caminho, um ninho de adoradores.
Sou o capricho de muitos. Alguns me têm. Outros passam a vida sem me ver. Outros sonham em me ter.
Milhares de mim foram distribuídas. Quase nunca justamente, quase sempre desproporcionalmente.
Em 17 dias fui a menina dos olhos, disputada com extrema paixão, vista por um bilhão, ou talvez muito mais…
Hoje estou aqui. Guardada…não no peito, não na gaveta. Na memória de um vencedor. Na memória de quem lutou. Na memória de quem suou, de quem sofreu e, enfim, mereceu.
Sou muitas, mas com apenas uma função: entregar-me ao melhor.
E o melhor não é aquele que é feito de ouro, mas de tudo que realmente importa: meio talento para meia vontade. Vontade própria, vontade pátria.
Posso dizer que sou uma medalha de ouro…encaixa, não?
Mas prefiro pensar que sou apenas uma ideologia, sentida através do incessante brilho de quem me conquistou.
Apareçam, ídolos!
Beijing, beijing, tchau, tchau…e até 2012!