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Foi feliz..
Fiz farofa, feijão…façanha!!!!
Fomentei fermento, FIGURA!!!!!
Foi fartura! Festão!
Falei, falei, falei..
Felicitei familia..
Fabiana, Flávia, Fernandinhaaaaa!
Faz favor? Fiquem!!!
Fico feliz.
Foi fino!
Fim!

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Metáfora, anacoluto, silepse
Catacrese, antítese, pleonasmo
Deixa-me pasmo
Em meus olhos, sepse
E a gramática, um marasmo

Msn, irc, skype
Blogs, flogs, orkut
Deixa-me put– !!
Um baralho sem naipe
Jogo sem regra: enuncia o caput!

Onde estão?
O til, a vírgula, o acento
O infinitivo? Tormento!
Talvez, só reste chavão
Cabeças de vento!

Aqui meu eu encontrei
Semblante tão risonho!
Mostrar-me-vos tal ser tristonho
Em imediato sentir-se um rei
Afinal, vós sois sonho!

A beleza dá raiva.
Normalmente, as pessoas se sentem mal com a beleza. Seja pra conquistar ou pra dar algum desdém.
Porque no fundo, sabemos que aquela beleza exterior é um convite para entrar num mundo ilusório. Vemos aquela beleza estonteante em nossa frente e isso faz com que murchemos de uma maneira tão avassaladora quanto à decepção de ser o último colocado em um concurso.
Venho caminhando nesse planeta por 26 anos, observando tudo que há de novo e de velho, de belo e precioso, de feio e rançoso. Tenho muito mais a descobrir, e a cada descoberta, sei que posso mudar minha opinião sobre tudo e qualquer coisa.
Sempre disse e repeti que a verdadeira beleza não é algo nato. É algo que produzimos com o passar dos anos, algo que não está estampado na capa de uma revista fotográfica, mas ali escondida, no interior dela em meio a palavras, ironias, citações, rabiscos e desenhos.
Essa beleza quando é produzida não nos provoca raiva.
Não nos assusta, nem nos apavora.
Não nos muda nosso jeito de lidar com a coisa.
Pelo contrário, ela assusta de uma maneira impagável, descomunal, extraordinária.
Ela nos deixa bem, nos faz sermos o que somos naturalmente, nos faz sentirmos felizes em estar ali, alimentando o elo entra a fábrica de produção da beleza e nossa existência!
Muitas pessoas simplesmente têm beleza. E isso me irrita.
Não que eu não goste de ver o belo, mas porque aquilo é uma máscara, aquilo não é produzido, aquilo não é o que realmente parece ser… quase nunca é!
Mas, essa beleza sempre nos chama! Envolve-nos com seu sorriso quase primoroso, seus trejeitos equilibrados e bem esculpidos, suas curvas que mais parecem perfeição geométrica…
…e por fim, nos hipnotiza. Por alguns segundos, por alguns meses..até anos! Às vezes, a vida toda! E quando você acredita que aquilo é realmente belo…você chega a conclusão que a beleza não está do outro lado..e sim exalando de ti! Do seu amor! Da sua lealdade!
Vê que você produz a beleza..e por mais que o tempo passe, nunca fica feio.
Em compensação…com o tempo, sai da ilusão e vê que beleza não produzida enferruja e passa…como a paixão ilusória que ela seqüestrou.
Portanto, os realmente belos são aqueles que são eles próprios, quase parte integrante da natureza…
…e se há uma coisa mais bela que a natureza, por favor, me apresente!

O interlocutor contar-vos-á uma historinha sobre amor.
Hoje fui comprar um carro.
Resolvi fazer isso, porque não tenho o que fazer…
…talvez isso mate o meu tédio por algum tempo…ou o meu desejo realizado de comprar um carro do ano…mas talvez eu esteja me iludindo.
Quando cheguei…eu vi que não queria um carro.
Vi que não era um carro que me faria pleno. Feliz.
Eu poderia ter o dinheiro pra comprar qualquer carro! Mas não me faria feliz!
Mas também vi que deveria estar ali naquele lugar…que deveria passar por ali…
…e, por incrível que pareça, dei de cara com tudo que me pareceu pleno…
…dei de cara com a futura, fantasiosa e imaginária felicidade!
Divaguei por horas e horas em um simples segundo e….amei-a à primeira vista.
Meu Deus! Quanto tempo não sentia isso! Meu coração palpitava…eu sentia vergonha, receio, anseio, vontade, desejo, salivava, suava, me sentia mal, me sentia bem, imaginava e ficava feliz, triste, irritado, esperançoso, tímido, com medo, sem vergonha, maluco, neurótico e logo depois calmo…
…isso tudo em questão de segundos!
Não queria parar de vê-la, mas também não queria olhá-la.
Como o ser humano é complicado!
Eu sei que, no fim…naquele liquidificador de sentimentos que me dava inúmeras escolhas – como se tivesse (ironicamente) numa concessionária escolhendo um carro – as sensações maiores foram a vergonha e o medo.
Medo de dizer que nenhum daqueles carros me faria feliz como aquela moça poderia.
Vergonha de simplesmente dizer um oi, ou dar um elogio à altura.
E nisso, passa-se um filme em minha mente – ao melhor estilo “Lista de Schindler” – demorado, sofrido…
…e acabo me jogando de (na?) cabeça na 7ª-dark-arte, essa arte melancólica, destrutiva, inerte, “mais-ou-menos”, feia e triste.
Poderia ter dito algo legal. Poderia ter ao menos tentado dizer algo legal. Poderia ter conversado, conhecido, brincado, encantado. Sim! Poderia…eu posso! Eu sei o que sou, como sou e como fazer…então, porque escolho não fazer?
Talvez porque no fundo…todos nós humanos esquecemos que já somos felizes. Que já temos tudo que queremos…que aspiramos as coisas, os outros, as mulheres, os carros novos e isso tudo não modifica a tenra felicidade que já nos acomete.
Eu amei por um segundo.
E em um segundo, desisti de amar.
Minha sorte é saber que segundos não existem…e que estou preso no que eu imagino, não fazendo o que realmente quero.
Mas Deus é bom e sempre nos dará uma segunda chance de nos apaixonarmos por um segundo…
…1 segundo apenas, escasso, mas pleno e eterno.
Ai, o amor!