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Às vezes me jogo demais.
Jogo-me tanto, que não me encontro mais.
Cego em tiroteio, tetraplégico no arrastão. Não importa.
Importa que não digo não.
Feio não é se jogar.
É não saber se comportar.
O equilíbrio ficou aonde?
Certa época, uma voz sacana falaria (menos educadamente): “No ânus do Conde.”
Engraçadinha voz. Que me traz pra agora.
Mas até que a ‘negritude’ dessa imagem chula faz-me refletir. Por incrível que possa parecer.
Nada quero demais.
Nem de menos.
A palavra é querer.
Sorte minha? Conheço o amor pobre? Desconheço o outro. Novidade, aonde? Já disse, a palavra é querer.
Onde estão as cartas, os tarot, os logs, os blogs, as mensagens, as fotos e, finalmente, os fatos?
Não importa. O amor é um pulo.
E já me joguei.
Se voarei, não sei.
Só sei que quando claro, fica escuro. E quando nebuloso, a luz corta com veemência e lhe abre caminho.
Caminho este, que está lá. Basta enxergar.
A não ser que já tenha pulado.
Cadê eu? Segure-me!
Ou deixe-me ir.
Além!

E o relógio quebrado canta reprimido o tic-tac
nasci hoje, nasceste ontem
desencontro.
Por um triz…
cheguei atrasado
foi Deus quem quis.

Que horas são?
Aqui e agora
tão
são
marco meu xis.

Hoje foi um dia especial.
Enquanto eu escrevia uma estória, outra história purgava ainda mais meu ser, e subitamente fulgurava e abrilhantava em cores estonteantes um mundo antes cinza fosco.
A estorinha está aqui no post abaixo, não sairá daí! Está eternizada..mas não pelo local ou as palavras, mas também pela madrugada. A boa madrugada!
Juro! Prometo! Desta vez foi diferente!
Não vi daonde saiu e não me importo. Se a morte súbita por atropelamento ou qualquer outro desastre é assim tão veloz, em milésimos de segundos…o renascimento também deve ser…porque, não é possível!!!

Senti-me na Grécia. Não! Eu não era um dos titãs, era apenas um mero mortal…
…e em meio todos àqueles deuses mitológicos, dei de cara com o mais temível, mais impetuoso, mais injusto e estúpido deus..Eros!
– Ei você–
Nada mais pude dizer.
Sua flecha alvejara-me desbaratando 3 das minhas costelas, perfurando tudo avante…e queimava. Ardia. Derretia! Ahh! Como derretia!
Ah!!! Que entidade malévola!

Acertara-me preciosamente! E eu – mesmo com aquela armadura chumbada de amor próprio, desilusão e falta de esperança – tive que aceitar que tudo aquilo estava acontecendo novamente.
Quantas vezes fui acertado por Eros? E quantas vezes sofri o pavor do tratamento que aquela ferida causava, quando não se curava rápido?
Duas? Três talvez? Não me recordo agora. E não dá! Porque está ardendo.
Perdi-me de minha armadura.
Perdi-me de meus comportamentos prontos.
Perdi-me de minha razão.
Só me restou a sensação picante! (Aqui, deixo em aberto para que o leitor possa dar o sentido que quiser ao picante)
E emoções…eternizadas! Exatamente unidas à estória escrita no post abaixo!

Enfim!
Dia após dia, venho desejando um acaso. Não importa bom ou ruim.
Meu pedido foi concedido.
E eu gostei de ter finalmente esse acaso.
Talvez ruim, como aparenta ser nas palavras supracitadas: flechas; entidades malévolas! Uuuh!
Talvez bom, como parecera no início do post.
E talvez maravilhoso, mas não pra todos, apenas pra alguém especial.
Que é o doce, o som, a luz e a alegria!
A soma.

Insônia, já pode sumir. Volte amanhã!

Anos e anos de penitência amorosa fizera deste deplorável ser um errante bebum das comunidades virtuais.
O Eremita Bebum Ft, que vagava às margens dos rios José Cuervo e Johnny Walker por muitas madrugadas, procurava encontrar o peixe-vampiro-ébrio que o mordera nas jugulares e morrera, – devido à infecção cardíaca e angiológica provocada por uma jovem desprovida de sapiência – para desculpar-se do ocorrido, ou dá-lhe novamente a chance de alimentar-se. Também procurava veementemente mais um bar, ao qual despojasse sua fraqueza e destilasse seu castigado passado amoroso. Caminhara por muitos megabytes. Chegara a pensar que poderia concorrer à São Silvestre orkutiana, mas logo após deixara de lado esta inquieta e sombria idéia.
Depois de quase um giga, encontrara um local apropriado para afogar sua amargura.
O local era de uma tremenda elegância: paredes enfeitadas com sonetos de fregueses assíduos – talvez alguns cianóticos que também tiveram seus corações arrancados, e que dali, nada pulsava -; bebidas das mais exóticas, uma delas chamada “Insight”, que era uma mistura de criatividade com senso, e também uma vitrola que tocava canções tão apuradas que a amargura do errante-dos-rios estagnara. Até que algo mágico acontecera.
O Eremita Errante Solitário Ft encontrara, finalmente, o seu bar.
Pronunciava suas amarguras com tamanha autoridade, que ao invés de ser reprimido, passara a ser querido. Não entendia de onde vinham tais louvores, mas isso o estimulou de uma forma tão inefável que sentira-se em casa, a cada segundo, a cada minuto, a cada momento, tornara-se um feliz alheio, já que não era de costume se amar.
Desde então, tal ser deplorável sentiu-se velado de quaisquer punhais envenenados de angústias sentimentais. Nada mais o atingira. Nada mais o faria mais contente, do que estar ali, naquele bar, exagerado de sensitividade e cultura.
No fim, dera-se o jus valor e prometera:
– Aqui viverei. Aqui respirarei deste oxigênio, e aqui ficarei.
Talvez até quando uma eventual princesa-carrasca o aprisionar, ou até quando a plebéia afetiva e benevolente fazê-lo suspirar até o terno e ditoso final feliz, nunca se esquecendo que aqui sempre fora o meio, o desenvolvimento, o essencial, o prazeroso…divinal caminho, ao qual lembrar-se-á como o acalanto de su’alma.

Pequena e serena
Trejeito interessante
Falta de semblante

Serena e pequena
Negligência gigante
Aparência estonteante

Demasiada e espevitada
Mulher de balada
Moça de bebida

Ferida?
Talvez embebida
De desprezo, descarinho
Falta-lhe um ninho

Ou um homem
Que diga seu nome
Que afague sua apatia
– Deixe-o entrar!
Ou ficará para titia!

Quando omitires
Cegarás, desalento sentirás
Secar-lhe-ão os mares
Apagar-lhe-ão as luzes
Na resposta que a dirá

Se ainda omitires
Sentir-lhe-á no rosto
Aquilo que lhe ferires
Inundaria um pires
Lágrimas, desgosto

Provoca-lhe a ira
Eis que te machucas
E esse mouro pira
Na dúvida mata e atira
Libertando-lhe as Cucas —

Lobo-mau, bicho papão —
Verdade prendida
Contos de caixão
Mentira e ilusão
Doenças da vida.

Quando emitires
Jamais cegarás, paz reinará
Ainda assim, se te não sorrires
Se te não honrares
O tempo lhe acordará.

Temível verdade
Mas, colete da alma
Suspiro que acalma
De fato
Relato
E de pé bato palma