Quando omitires
Cegarás, desalento sentirás
Secar-lhe-ão os mares
Apagar-lhe-ão as luzes
Na resposta que a dirá

Se ainda omitires
Sentir-lhe-á no rosto
Aquilo que lhe ferires
Inundaria um pires
Lágrimas, desgosto

Provoca-lhe a ira
Eis que te machucas
E esse mouro pira
Na dúvida mata e atira
Libertando-lhe as Cucas —

Lobo-mau, bicho papão —
Verdade prendida
Contos de caixão
Mentira e ilusão
Doenças da vida.

Quando emitires
Jamais cegarás, paz reinará
Ainda assim, se te não sorrires
Se te não honrares
O tempo lhe acordará.

Temível verdade
Mas, colete da alma
Suspiro que acalma
De fato
Relato
E de pé bato palma

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