Às vezes me jogo demais.
Jogo-me tanto, que não me encontro mais.
Cego em tiroteio, tetraplégico no arrastão. Não importa.
Importa que não digo não.
Feio não é se jogar.
É não saber se comportar.
O equilíbrio ficou aonde?
Certa época, uma voz sacana falaria (menos educadamente): “No ânus do Conde.”
Engraçadinha voz. Que me traz pra agora.
Mas até que a ‘negritude’ dessa imagem chula faz-me refletir. Por incrível que possa parecer.
Nada quero demais.
Nem de menos.
A palavra é querer.
Sorte minha? Conheço o amor pobre? Desconheço o outro. Novidade, aonde? Já disse, a palavra é querer.
Onde estão as cartas, os tarot, os logs, os blogs, as mensagens, as fotos e, finalmente, os fatos?
Não importa. O amor é um pulo.
E já me joguei.
Se voarei, não sei.
Só sei que quando claro, fica escuro. E quando nebuloso, a luz corta com veemência e lhe abre caminho.
Caminho este, que está lá. Basta enxergar.
A não ser que já tenha pulado.
Cadê eu? Segure-me!
Ou deixe-me ir.
Além!

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