O vento soprava.
As nuvens cinzentas envolviam o brilho do sol…que não se escondia.
Brilhava sobre as ondas.
Podia-se ver debruçando-se sobre os pequenos montes que o ar movia naquele mundo de água, cada montinho!
De manhã, a natureza é mais bela.
Os pássaros conversam, fofocam, planejam a próxima refeição…
…outros planejam a viagem que farão.
Outros, apenas cantam, agradecendo a Deus pelo encanto da vida.
Como o ser humano pode ter olhos tão salobros?
Como o ser humano pode não enxergar e ainda duvidar que essa criação foi a mais perfeita já feita?
Como o ser…deixa assim de ser?
Valeu a pena minha visita a Deus. Quase cantei com o sabiá. Quase rimei com o bem-te-vi.
Achei que fazia aquilo por alguém.
Talvez pra mostrar o quanto sou espirituoso, bondoso, caridoso, amoroso..e um monte de adjetivos que inflam nosso ser.
E logo vi, que nada disso importava..apenas estar ali.
Logo vi, que eu nada era se ali não estivesse.
Aproveitando a vida, agradecendo a vida..e mais, vivendo!
Apaixonado como sou, não sabia que encontraria ali…
..uma válvula de escape para dar sentido a uma vida amargurada, de desconfianças, de falta de esperanças, de rumos.
Nada disso importa. Porque não há rumo. Não há desconfiança.
O passado já passou. Do futuro, não mais me alimento.
Eu já sou feliz. Muito mais do que qualquer pessoa que possa achar que é.
Eu não preciso de nada. Eu já tenho tudo!
Eu já tenho a vida.
Eu já tenho Deus.
Sou sortudo!
Porque sou!

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