Às vezes, ficamos sem gravidade.
Não é de costume flutuarmos sempre, poucas pessoas tem o dom (ou o defeito) em conseguir fazer isso.
Muitas vezes, a gravidade se perde devido a um amor, paixão, depressão, sorte grande ou azar demasiado.
Eis que nossos metros por segundo transformam-se em quilômetros por hora, e nossa energia potencial perde-se toda, ao despencarmos em movimento uniformemente variado. Uma queda acelerada no vácuo de nós.
Esta queda flutuante, faz com que a pressão exercida sobre nós aumente, mas, a mesma, nunca nos mata.
A temperatura sobe e nosso volume diminui.
Nossa frequência em hertz acaba por irritar os bem próximos a nós e também os não tão próximos.

É neste momento que necessitamos de ajuda.
Precisamos simplificar o que nos acontece, talvez com polias, talvez com alavancas.
Das alavancas, a interpotente não me enche os olhos, pois é forte, rápida e não condiz com atitudes laxas.
Das outras duas, sobra-me a interfixa, que faz eu fixar o problema na própria simplicidade dele, não precisando utilizar-se de grande resistência, como na interresistente.

É quando, nesta parte da vida, começamos a descobrir o complexo de nós.
É quando começamos a evoluir nos colocando capacitores e resistores, equilibrando nosso campo elétrico e potencializando nosso magnetismo.
Nossos próprios pólos, já não são tão inconstantes e, em torno de nós mesmos, começamos a rotacionar, girarmos em torno de nossas próprias dicotomias, entre viver e sonhar, encantar e machucar, sorrir e chorar.
É o que nos faz viver.
Faz nosso mundo realmente rodar.
E para viver, aproveitando tudo que há, devemos, sem pestanejar, estar sempre em nosso espectro eletromagnético, que nos intui, posto que, às vezes, as cores são bem visíveis e n’outras mais, os sons são inaudíveis.
Este é o segredo.
Sabermos e compreendermos que nós, na natureza, somos os únicos que traduzimos, em nossa máquina racional, sua beleza, e esta, ao ser traduzida, nos impregna mostrando e dando uma função neste mundo.
Traduzir a nós mesmos.
Viver.
Cabe a nós pormos energia nisso e vivermos da melhor forma a física bela e inebriante da vida.

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