E o cupido batalha, trabalha, mostra ação.
Deixa coracões perfurados nas mãos de outrem…
…que seguram atabalhoadamente sem saber o que fazer.
Uns arriscam-se a arrancá-lo a flecha.
Outros o tratam com afabilidade…
…se manchando de carmim com toda sua energia.
Outros mais…
…reclamam e filosofam sobre para que serve aquilo…
…ainda que já saibam que o de si nunca serviu.

E os corações são amados…
…trocados…
…machucados…
…apertados de saudades…
…desejados…
…amparados.

E o cupido?
Ele só faz o trabalho.
Apenas isso.
Deixa de lado as diferenças…
…as indiferenças…
…os preconceitos…
…as dificuldades…
…os empecilhos…
…e alveja! Certeiro!

Não se tem como correr.
Como debandar…
…como fingir que não sentiu a terna picada…
…como desrespeitar o trabalho de um Deus…
…que está ali…
…e fez por ti!
Porque pediste!
Porque precisas!
Porque…
…ninguém melhor que ele…
…pra mostrar que:

“O amor é paciente.
Leva tempo –
Sofrimento –
Mas nunca mente.
Em nenhum momento.”

Que, não mintamos para nós.
Pois a flecha…é etérea.
Não se tem como tirar.
Não se tem como esconder.
Não se tem por que temer.

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