Atirei-me, pois,
com ímpeto
empunhando a raiva imane!
Que força alucinante! Saraiva
de lavas!

Fatalmente avariado
meu corpo sobrepujara-se
e investira o algoz
dantes risonho
por fanar dois sonhos.

A ajuda não viera.
É quando vejo
que só havia olhos:

“- Meu irmão,
toma, nesta instância,
meu coração,
por toda nossa infância.

– Sangre a felicidade
como esta nuca
que se efunde
em meu fero punho!

– Sonhe infindo, em honradez
Pois, quando em eu e você,
por sorte,
a torpe morte,
jamais terá vez.”

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