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Ah! A Rua!
Não aquela da Alfândega, um deserto onde as areias tão juntas, são pessoas, quentes por ironia.
Não aquela da Consolação, consolada pelas buzinas dos estressantes engarrafamentos.
Não aquelas de Pompéia! Engolida e escavada pela regurgitação d’uma vovó!
A minha rua!
Onde os fios de alta tensão embrulhavam e seguravam as quimeras pueris:
os meninos a correr pelo sonho preso à rabiola!
Mais tarde talvez soubessem-se cabestro,
burlesco,
burleto…

– “Avuou, bora lá!” – Gritavam os pés ‘sujismundos’ em uníssono!

E lá se iam os fios provocarem alta tensão aos pais!
Nem tão longe de nós, as meninas já eram safadinhas.
Não havia uva, pêra ou maçã a se comprar
nas intermináveis feiras do beijo.
O amor era lídimo! E a brincadeira, já, falsária!
Cada bulica ganhava uma propina:
“- Mais areia por favor!” confabulava um futuro engenheiro (ou pião!).
E as bolas tilintavam! Quebravam! Os dedos mais pareciam lareira de São João,
fartada do fogo louco do divertimento!

Ah! A Rua!
Onde Dona Selma alvejava coca-colas nos prodígios Ronaldinhos –
que, de fato, nunca foram, encovilados na mesmice operária que se puseram um dia.
Seu Paulo, eram dois: o Rei maneiro que de cuecas nos tirava sempre o sorriso que explodia por admirar sua princesa; e o vulgo Barbaulo, que mal sabíamos se era a barba ou sua boca suja que espetava!

Ah! Meu crendeiro morto!
Ah! A Rua!
Ah! Seu caminho!
Quanto mais crescemos
mais nos parece torto…

Por que algumas coisas acontecem?
Será para nos sentirmos sempre tristes?
Será uma reviravolta da Natureza, quando ela é machucada?
Não sei.
As coisas acontecem.
Tudo que se fala tem um intuito.
E cada intuito, leva-se a um objetivo.
O objetivo aqui, é simples:
Viver.
Na mais simples e leal forma que puder.
Coisas acontecem.
Outro dia, houve uma conversa que acabou por chegar nos ouvidos de outrem.
Chegou, porque tinha que chegar.
É o que fortalece. Ou enfraquece.
Agora, não tenho que me preocupar.
Afinal, Deus sabe minh’alma. Ele quem cuida e se imbui.

Nunca fui de machucar pessoas, e parece que isso tem acontecido muito.
Não quero ter que machucar ninguém mais.
Quisera, pois, ter uma dose de morte em vida, seria totalmente revigorante.
Morrer não é algo que é, e sim, o que ‘não é’.
Não é mais: sensações; saudades; amor; carinhos; viagens; pensamentos.
Mas também não é sofrimento; não é preocupação; não é tristeza; desamor; luto. Morrer é uma paz eterna, aquela que todos procuram.

Eu não sei quais são os meus planos.
E acredito que qualquer pessoa também não saiba; tenham, entretanto, algum vislumbre, talvez.
Num sentimento que te impele à frente, como uma gota a ser levada pela enxurrada do rio.
Mas a vida não é só sentimento.
É só paz.
Que venha a paz.
E para todos.

É quando fecho os olhos…

Invista-me, Sinestesia!
Vejo um poeta a cantar.
Ouço o verdejar de um homem.

– Ah! Menino. Não menino! Sim menino!

Palpo o Mi-Bemol no ar com as mãos aveludadas.
Suas ondas sonoras entram em reação química e se transformam em marrom-glacê!
O aroma de seu xarope oloriza a visão.
É um mundo real. Não é ilusão.
É a força inconsciente – ou subconsciente – que roga pela liberdade; pela expressão!
É assim então que a coruja-cega do ninho do incônscio reverbera sinestesias insanas.
Pipila pela efemeridade quão puder!

– E me solto assim, adejo sinestesias no vazio dos sonhos! – Sorri a coruja.

Ah! Quem dera me saber savant! Como já não me fosse?
Toco pixels com olhos de viciado. Vejo, com minha boca, o molhado sápido de uma divindade!
Energiza! Incinera! É carbo e hidrato!

Até quando o som arpeja a vida às sete da manhã, todos os dias.
Aterriso novamente à ilusão.

E aquele mundo fantástico apenas crocita no âmago, quando que por vezes troveja almejando vir à superficie.
O meio são as palavras:
mudas, apenas desenhadas;
fadadas a bailar por sobre as linhas das folhas;
faladas em olhos de outrem;
ouvidas nos corações de outros mais;
sentidas na subjetividade d’outros poucos;
As próprias, que são rodamoinhos, e arquitetam-se em frases, ou versos, que apenas se encaixam em puro lirismo pelo ouvido oculto do poeta.
Não me ouso poeta.
Mas oiço…

Pergunta-se por aí: alguém pra me dar uma função?
E por que ninguém responde?
Respostas, respostas.
Às vezes a dúvida é degustante.
É como confessar ao cãozinho, posto que, é você que late.
E à confissão, não morde.
Mas também não pula, não circula no próprio rabo, sequer procura por osso.
Existe-se, consegue captar?
Funcionemos!
Atabalhoadamente, racionalmente, intuitivamente, severamente ou pela inércia.
Este último, só virando a traseira pro céu, esperando um banho de lume da lua. E que seja sempre cheia!
Talvez nossa função é não ter função.
É circular no próprio rabo.
É pular no amor, lambê-lo e roçá-lo.
É esquecer-se de fazer, fazendo; mesmo que encha pouco o bolso.
É simplesmente ser.
Respostas? Não haverá.
Talvez as encontre no meio do caminho antes que tropece na pedra.
E quando isso acontecer, provavelmente estará na encruzilhada.
Afinal, cada resposta traz mais algumas perguntinhas.
Portanto, pergunto: pra quê ter função?
Se toda vida é vida de cão?

Como se fosse um cão.
Procurava aos portões latir
morder os ossos de plástico
e ‘desossar’ meu próprio tédio

Como se fosse um baralho.
Condensava-me, era truque e cartada
felicidade e orgulho de uns
tristeza e decepção d’outrem.

Como se fosse uma porta.
Abria-me sem sons no início
fechava-me com carinho
até que com o tempo
e o irritante barulho de seu vaivém
tornava-me obsoleto.

Como se fosse um cego.
Era normal, e ainda assim,
havia a pena nata das companhias que me rondeava.
Nada enxergava
mas podia ver além do invisível.

Como se fosse eu.
Bruto de mim
com os pêlos d’alma
ora retesados
ora raspados.

Ahhh eu! Que só me vejo no amor!
E quando fora dele
sou quadro fosco ao lado da janela
sou feijão na panela
sem pressão
esperando até hoje o tempo de
a mim próprio
cozinhar.

Dizem que a vontade humana é aquela que nos impele quando temos um propósito.
Sim!
Há um propósito em tudo que temos vontade. E quando este propósito é importante é onde entra a força de vontade.
Sabe-se que a cada dia, as pessoas sentem vontade de amar.
A cada dia, sentem vontade de ter carinho, amor, atenção e cuidado.
A cada dia, sentem não sentir…e a vontade que existe é de sumir.
Mas, há de se assumir, que vontades são genuínas. Porque nunca adianta dizer não a elas, você sempre terá aquela vontade.
Vontade não é algo de nosso livre-arbítrio.
Às vezes, escolhemos ter…
…às vezes, não escolhemos, ela simplesmente vêm.
Vem e detona você, quando a mesma não é de todo sensata.
Um grande exemplo são as mágoas. Você não tem o desejo de magoar, mas dá uma vontade que você não consegue segurar.
E isso acontece, com todos.
Portanto, há de se compreender…
…que vontade é algo inerente, genuíno, nosso, que não morre de uma hora pra outra…
…vontade é algo mágico, é exceção, é mais que sentimento, é mais momento, é mais passado, mais futuro e mais agora é mais presença.
Vontade é querer.
É ter.
E compreender…
…que esta mesma vontade…
…nada mais é do que…
…nosso destino, nos impelindo a frente.
E aí!? Qual a sua maior vontade?

A beleza dá raiva.
Normalmente, as pessoas se sentem mal com a beleza. Seja pra conquistar ou pra dar algum desdém.
Porque no fundo, sabemos que aquela beleza exterior é um convite para entrar num mundo ilusório. Vemos aquela beleza estonteante em nossa frente e isso faz com que murchemos de uma maneira tão avassaladora quanto à decepção de ser o último colocado em um concurso.
Venho caminhando nesse planeta por 26 anos, observando tudo que há de novo e de velho, de belo e precioso, de feio e rançoso. Tenho muito mais a descobrir, e a cada descoberta, sei que posso mudar minha opinião sobre tudo e qualquer coisa.
Sempre disse e repeti que a verdadeira beleza não é algo nato. É algo que produzimos com o passar dos anos, algo que não está estampado na capa de uma revista fotográfica, mas ali escondida, no interior dela em meio a palavras, ironias, citações, rabiscos e desenhos.
Essa beleza quando é produzida não nos provoca raiva.
Não nos assusta, nem nos apavora.
Não nos muda nosso jeito de lidar com a coisa.
Pelo contrário, ela assusta de uma maneira impagável, descomunal, extraordinária.
Ela nos deixa bem, nos faz sermos o que somos naturalmente, nos faz sentirmos felizes em estar ali, alimentando o elo entra a fábrica de produção da beleza e nossa existência!
Muitas pessoas simplesmente têm beleza. E isso me irrita.
Não que eu não goste de ver o belo, mas porque aquilo é uma máscara, aquilo não é produzido, aquilo não é o que realmente parece ser… quase nunca é!
Mas, essa beleza sempre nos chama! Envolve-nos com seu sorriso quase primoroso, seus trejeitos equilibrados e bem esculpidos, suas curvas que mais parecem perfeição geométrica…
…e por fim, nos hipnotiza. Por alguns segundos, por alguns meses..até anos! Às vezes, a vida toda! E quando você acredita que aquilo é realmente belo…você chega a conclusão que a beleza não está do outro lado..e sim exalando de ti! Do seu amor! Da sua lealdade!
Vê que você produz a beleza..e por mais que o tempo passe, nunca fica feio.
Em compensação…com o tempo, sai da ilusão e vê que beleza não produzida enferruja e passa…como a paixão ilusória que ela seqüestrou.
Portanto, os realmente belos são aqueles que são eles próprios, quase parte integrante da natureza…
…e se há uma coisa mais bela que a natureza, por favor, me apresente!

Somos formados de matéria. A menor partícula é conhecida como átomo.
Logo, somos uma aglomeração de átomos!
Simmm! Você é um monte de prótons, neutrons e elétrons…
…possui valência, eletronegatividade, eletropositividade..e todo esse bla bla bla químico.
Mas também possui energia.
Magnetismo.
Eletromagnetismo.
Seu campo eletromagnético talvez não seja tão atraído pelo meu…e por isso, não combinamos…mas não é por isso que será meu inimigo, né? Afinal…na tabela periódica, quem se repele é da mesma “família”, não? rs
Então, para todo elétron que perdemos, liberamos um bocado de energia…e para todo que ganhamos, recebemos um pouco de energia.
Nosso corpo é formado de energia. Sim! Todo ele…sua energia flui de tal maneira, que de certo que não podemos enxerga-la, mas podemos sentí-la…
…e como já diria Einstein: ”energia é massa condensada”; ou talvez, minha massa condensada em joelhos, boca e cérebro seja energia?
Pois é.
Por milhares de anos os chineses vêm mostrando ao mundo suas incríveis técnicas para uma boa qualidade de vida..tudo baseada na energia.
Por milhares de vovós, vem sendo passado o conhecimento empírico das simpatias pra lá de loucas dos nossos antepassados.
Talvez as terapias tenham importância, ou quem sabe até ambas!
Nosso instinto, nossa “mágica”, nossos pressentimentos, talvez não sejam só a palavra vaga sem tamanho embasamento científico que expressa…e sim, uma conspiração energética de tudo que se há no mundo, através do mundo, das coisas, dos fatos, do finito e do infinito.
Então digo: Já se perguntou qual a sua função nesse mundo?
Porque a minha eu já descobri.
Talvez eu seja um “radical livre” do bem.
Ou talvez, o campo onde toda e qualquer angústia possa grudar-se…e com muito prazer.
Afinal, de que dádiva assim dada, eu poderia reclamar? Se quem deu é sábio e foi quem a mim criou?
Lembre-se que nada se cria, tudo se transforma…
E nesse transformador, haverá muita energia para a felicidade, para o amor, para a compaixão…e para o perdão.
Prefiro acreditar que sou assim, tão importante, do que apenas repelir minha natureza.

A gente se pergunta tantas coisas.
Por que isso, por que aquilo.
Por que somos tão diferentes.
Como é capaz.
Por que não é capaz.
Por que um rapaz joga uma filha totalmente indefesa da janela.
Por que isso, por que aquilo.
Gente! Esse é o mundo em que vivemos.
As pessoas são capazes de tudo. E são perdoadas por tudo.
A crueldade existe, assim como o perdão existe.
As pessoas perdoam. As pessoas se irritam.
Dizem que a crueldade é a ausência total de amor.
Quem nunca quis ser um tanto cruel por 1, 2 segundos na vida?
Quantas pessoas sentem vontade de ser cruel com quem faz uma barbaridade dessas?
Somos seres humanos.
E todos podemos ser perdoados.
O que mais me intriga, é como as pessoas mentem.
Essa coragem descomunal de mentir e omitir tudo que aconteceu.
Isso que me deixa injuriado…porque as pessoas morrem.
A hora da morte é quase tão verossímil que a hora do nascimento.
Me pergunto: Porque estamos aqui?
Qual a nossa função?
Pra que estamos aqui?
Pra que vivemos?
Pra que povoamos?
Pra que matamos?
Pra que amamos?
Se fôssemos parte da gramática, seríamos como os verbos.
E podemos ser milhares:
Amar, trabalhar, sentir, ferir, rir, chorar, julgar.
Mas um verbo em particular faz podre a carne a qual utilizamos: o verbo mentir
Acredito e aceito que o pai de Isabela tenha jogado a filha da janela.
Acredito e aceito que as pessoas possam cometer tal maldade.
Acredito e aceito a tristeza das pessoas, por saber que algo tão escabroso aconteceu.
O que não aceito, é uma pessoa se transformar no verbo “jogar” e simplesmente ludibriar tudo e todos, pondo o nome do nosso Criador em vão.
Por isso digo: Era a hora de Isabella, ela tinha que morrer, pois todos no mundo têm sua função…só não sabemos qual. Talvez, um dia, saberemos o de Isabella…
…mas Deus está vendo. Tão onipresente quanto a luz solar.
Então parem pra pensar: Se realmente fizerdes algo como este…será que haverá impunidade? Será que terá uma função boa na vida? E mesmo que o faça…será que valerá a pena esconder de todos, sabendo que jamais esconderá de si mesmo, ou de Deus?
Que infelicidade queres pra tua vida?
Então digo: acredito no ser humano. E de certa forma, acredito quando o pai da menina diz que não é culpado pelo assassinato dela…talvez, eu só tenha a esperança no mundo melhor..ou talvez, não queira acreditar que o ser humano pode ter essa função tão bárbara na vida.
Qual a sua função, já se perguntou?

Quem foi ao Centro Cultural Veneza em Botafogo não viu somente um show, e sim um grande espetáculo.

Enquanto os cariocas voltavam pra casa depois de um dia de trabalho, um em especial começava a mostrar o seu para um público de mais de 150 convidados, que gritavam, pulavam e o cercavam de um grande massacre digital com câmeras e celulares dos mais variados. Este, inovando a música brasileira com seu peculiar e ímpar estilo pop-rock, às vezes muito rock, às vezes muito pop. A participação especial do grande saxofonista e cantor George Israel ajudou a incendiar os fãs, curiosos e amigos do cantor.

Quem foi, apaixonou-se, viciou-se, porém quem não teve a oportunidade de assistir, poderá conferir no programa ao vivo de domingo, às 19hs na rádio carioca Antena 1.

Talvez a música não esteja a um retrocesso. Talvez alguém com esse dom de fazer música até exista, porém não possamos simplesmente encontrá-lo, ou talvez sim, devido à inclusão digital. Compor com sábias palavras, perfeitos sons, arranjos, efeitos, inovar, criar, ser distinto. Essas últimas são qualidades de um bom aquariano, senão as melhores. E esse é um aquariano em especial, um dos maiores e inenarráveis talentos da atualidade, filho de uma cantora com ouvido, voz e tonalidades absolutos como Jane Duboc, o querido e amável Jay Vaquer. Suas canções liberam endorfinas em todos o que ouvem, traz aquela descarga adrenérgica que fazem arrepiar os pêlos das costas e nos fazem pular, e pular, e se emocionar. Aos meninos, às vovós, às crianças e também aos grandes críticos.

Jay veio pra ficar, pra ser mais um eterno, pois nesse mundo cão ele consegue nos trazer a alegria e serenidade através do ato de ouvir e apreciar música e talvez não seja só isso, pois a um olhar mais enérgico em suas composições talvez consigamos enxergar muito mais que uma mensagem, por não dizer também uma crítica, desproporcional cultura e discernimento sobre o que é importante para o mundo ao qual estamos vivendo, para qual direção devemos olhar, caminhos a seguir, opiniões a formar e por fim, tornarmos cônscios de que o retrocesso já está explicitado, e quem melhor que Jay para nos mostrar?

Pare, pense, ouça e reflita.

Seria Jay somente um despojado cantor especial ou um amigo que, em forma de música, talvez queira aconselhar o mundo, senão simplesmente fazê-lo ser entendido?

Logo, termino dizendo mais uma vez em meu blog que o homem perece, mas o exemplo dura eternamente.

Obrigado Jay.

Ele procura, ela olha. Ele vê, ela retorna.
É simples descobrir uma vontade quando se continua em um comportamento. Repete aquele comportamento, até se ligar que tem certeza de que foi aquilo mesmo que fez, de querer saber porquê fez, mas parar por aí, querendo que o outro faça e ao mesmo tempo não podendo deixar que o faça.

Torce pra ele não fazer, mas torce pra ele também fazer. A negativa é porque não pode. A positiva é porque no fundo quer. Ele faz, e agora!? O que fazer? Esquecer? Fingir que não viu? Dar espaço? Esnobar? Esquecer o que conquistou e se jogar naquilo que lá no fundo é o que você quer que aconteça? E quer porque simplesmente você pensa que quer, e age como se pudesse querer? Porque, sem sombras de dúvidas, há uma força que te puxa através daquilo, pra dentro daquele lá?
Por quê?

Porque tudo tem seu tempo. E quando encontramos o tempo certo pra fazê-lo, fazemos..mesmo que demore muito ou nada, fazemos porque desejamos fazê-lo.
Porque no fundo, sabemos o nosso tempo. E mesmo que no fim não ganhemos, talvez tenha sido por milésimos de segundos…que sempre farão a diferença.
E aí? Acertei no meu tempo?

Engraçado como a vida é.
Nós caímos, suportamos, derrapamos, tomamos tombos gigantes…
…e conseguimos nos levantar.
Tudo poderia ser melhor.
Todos poderiam ser mais felizes.
Tudo poderia dar certo.
Mas o que é incerto…
…ou muito pouco certo…
…é orgulhar-se de não fazer o correto…
…e aquele caminho que antes era reto…
…tortuoso, perigoso, entediante fica…
…mas as lembranças são só e unicamente lembranças…
…por sorte, as lembranças ruins também o são.
O tiquetaquear quebra o silêncio. Cura tudo, uma desilusão…
…um amor, um ódio, um desestímulo…
…pois só o tempo diz pra você…
…o que você realmente, lá no fundo quer…
…só falta sentir, refletir, entender, acreditar e correr atrás.
E talvez, ser feliz.

Entristece-me o que o orgulho e a vergonha faz com as pessoas.
Entristece-me saber, que temos que atropelar a vergonha e o orgulho para poder, enfim, amar verdadeiramente.
Entristece-me descobrir que em algumas pessoas, a vergonha e o orgulho é mais forte que o amar.
Entristece-me descobrir, que as pessoas têm mais medo de perder do que vontade de ganhar.
Entristece-me começar tudo novamente.
Entristece-me, mas não me deixa inerte.
Pois me faz feliz descobrir que os amigos estarão sempre lá para nós.
Alegra-me saber, que posso ser tudo que não me entristece, pois descobri e vivi estes exemplos, e me fiz melhor, me lapidei, amadureci.
Alegra-me que todos me conheçam como sou, e não como dizem.
Alegra-me estar do lado da verdade, e não da calúnia.
Alegra-me ser eu, alegre, extrovertido, carinhoso, verdadeiro…e honesto.
Alegra-me não querer ser inesquecível, mesmo quando isso é inevitável.
Logo, alegro-me, e continuo girando com o mundo…sabendo que a única pessoa que pode realmente me entristecer, sou eu…mas só se eu fosse capaz de mentir pra mim mesmo.
Pois quem mente pra si, vive na ilusão, mas quem sente sem medo, sente o que é sincero.
Alegria, tristeza.
O que importa é viver.
E, enfim, ser feliz.

Tudo que fazemos, é por uma causa.
Dessa causa obtemos uma conseqüência, boa ou ruim.
A conseqüência boa não é tão importante, pois não precisamos resolvê-la. Ela simplesmente está lá, nos faz felizes e nada nos ensina, somente soma em nossa experiência.
A conseqüência ruim é a que nos faz aprendermos. Às vezes, quando não sabemos qual será a conseqüência, ficamos com medo do que essa causa pode acarretar, ficamos com medo do efeito colateral que ela produz.

Acredita-se, quem não exista algo 100% bom ou 100% ruim. Que tudo faz mal e bem, dependendo da perspectiva que pusermos. Coisas como amor, ciúmes, tristeza, futebol, família – quem sabe até todos os “substantivos” da gramática, concretos ou abstratos – estão sempre neste equilíbrio entre fazer mal ou fazer bem…ser bom ou ser ruim.

Então, escolha um substantivo citado e vamos brincar de perspectiva, consegue? Consegue realmente me dizer se uma coisa é totalmente boa ou totalmente ruim? Vou deixar isso pra vocês, leitores e blogueiros, à vontade para tentar me contradizer nos comentários deste post.

Mas vou brincar também. Pensarei em uma palavra próxima a mim agora, e tentarei mostrar o quão mal esse “substantivo” pode ser, e quão bem também pode.
Aleatoriamente escolhi “Medicina” para dissertar. Então dê-me alguns segundos para que eu possa fazer a minha defesa.
Que palavra difícil. Mas tentarei dissuadí-los, cientificamente. Vamos lá.

Quão bem saudáveis vivemos hoje no Brasil? (Ao menos quem tem como procurar ajuda médica). Nossa expectativa de vida aumentou. E tudo isso é por causa diretamente da medicina. As pessoas estão vivendo mais – não como antigamente, é verdade! – estão mais saudáveis, e a cada dia os cientistas estão evoluindo com novas técnicas, descobertas e pesquisas. Motivos nós temos de sobra pra falar da beneficência de existir a medicina, de termos cuidados médicos, de podermos curar, melhorarmos a qualidade de vida, erradicarmos doenças antes incuráveis. Fica, particularmente, quase impossível encontrar alguma crítica a tal coisa, ao tal substantivo explanado. Tarefa árdua que prometi cumprir.

Mas, como no início do post, tudo tem seu efeito colateral. E, às vezes, como agora, é cientificamente explicado.

Darwin foi um dos maiores cientistas de sua época. Estudou e mostrou ao mundo sua Teoria da Evolução, e em conseqüência disso, hoje somos gratos por sua sabedoria.
Em sua Teoria, existia a seleção natural dos seres, aos quais – infelizmente, por não ter um material didático necessário para o tal – não me lembro citações sobre seres humanos em geral. Sua teoria foi aprovada, e hoje é estudada em todo e qualquer colégio do mundo, sendo matéria de prova e assunto importante nos mais famosos congressos mundiais do assunto.
Darwin nos explicitou sobre a seleção natural dos seres, o que simplesmente podemos dizer como “os mais fortes sobrevivem”.

Pra ficar muito mais fácil, vou exemplificar:
Imagine dois alces e um leão. Este último faminto, procura um alce que lhe satisfaça, quando acha os dois. Provavelmente, um morrerá e outro fugirá, vivendo por mais tempo e provavelmente, o que viverá será aquele que mais velocidade tiver, pois ele usa melhor habilidade. Esse alce que fugiu, viverá muito mais do que outros, como viveu mais do que o que foi morto, e consequentemente, sua prole também viverá.
A raça estará evoluída, sendo obrigado ao leão evoluir também para sobreviver, porque se não, sua raça se extinguirá.

Apresentados à seleção natural, vamos pôr essa teoria aos seres humanos.
Os nossos maiores predadores são os microorganismos. E nós precisamos evoluir para que estes predadores possam se extinguir.
Mas como poderemos evoluir, se a medicina (cheguei ao ponto) nos atrapalha?
Com a medicina, os denominados seres humanos “fracos” têm a oportunidade de viver mais, e proliferar, estagnando essa evolução humana. De certo modo, e em longo prazo, a medicina faz um mal meio que necessário, porém é um mal.

Pergunto-me: Quantas pessoas hoje em dia, adultos-jovens, sofrem de doenças antes só possuídas por idosos? Quantos tipos de vírus e bactérias se proliferam tão facilmente pelo mundo e sofrem mutação, que ao invés de antes atingir só centenas, atingir, depois de sua mutação, milhares? Os microorganismos que estão ficando fortes ou nós que somos os fracos? Quem está mais fácil de extinguir da face da Terra, nós ou os microscópicos? Já se perguntou sobre isso? Você não, mas muitas pessoas já, pois quantos filmes já vimos sobre esse assunto? “Um vírus, um caos.”

Exemplificando por fim: Seu avô que tinha uma genética forte, e viverá por 100 anos, casou com sua avó, uma enferma congênita que tem uma cardiopatia desde seus 25 anos, e provavelmente já morreu, ou quem sabe pode estar viva, com ajuda da medicina. Se sua avó morresse cedo, será que você existiria? Não sei. Mas seu avô sim, pois ele é geneticamente forte e a seleção natural não o levaria tão facilmente.

Logo me pergunto novamente: Essa salsada genética de fortes e fracos, fortes e fortes, fracos e fracos, fez um bem à evolução humana ou realmente atrapalhou a seleção natural dos seres? Todos evoluímos juntos realmente, ou simplesmente só uma boa parcela do acaso conseguiu?

Então, acabo me conscientizando de que a medicina fez com que a evolução humana, em relação à saúde, fosse estagnada, atrapalhando a natureza e essa é minha única crítica em relação à palavra que escolhi, tentando mostrar ao mundo, que por mais que quisermos acreditar que uma coisa ou uma pessoa seja 100% boa, a verdade, nua e crua, é que inexiste o fato da perfeição, pois tudo tem seu efeito colateral.

Vida. Sonhos. Emoções. Drama.
Paz. Carência. Manias. Fama.
À direita, sossego.
À esquerda, tormento.
Ao fundo, apego.
À frente, fomento.
Parti ao meio.
Um lado certeza, um lado receio
Do meio, ao meio, em cheio
Indiferença, crença.
Tristeza, beleza.
Anseio.
De lá para cá, o vento carrega.
Daqui para lá, se espalha e se enverga.
Onde andarás, a linda, pacata, extrema ingrata;
Se cá carregada, ou vive ou se mata.

O pesadelo continua…
…estou correndo há 1.000 horas, cansado, dolorido, louco por água, doido pra chegar ao destino…
…minhas pernas estão rígidas, parece que a gravidade aumentou em 50 pontos e ainda estou ficando cego. Suor desce pelos meus olhos e queimam. Ardência, me sinto ferido…
…ferido estou, mas não enxergo aonde. O sangue se esvai, dor, calor, queimação, ardência…acorde…FT ACORDE!

Nossa. Que pesadelo terrível.
Várias pessoas importantes já pesquisaram sobre o pesadelo, cientistas tentaram explicar…mas nada ainda tão concreto que possamos ter certeza do que realmente um pesadelo é. Pra mim, não passa de uma forma do seu corpo dizer que você precisa acordar, pois algo está errado…o que faz o pesadelo ser diferente do pressentimento.

O pressentimento é aquela angústia interior, um enjôo psicológico, uma ansiedade que só é exterminada com o tempo. Todos pressentimos algo, mas não damos importância…é como se uma sensação de dejà vu fosse apenas algo inventado por nós, vago e não mais que isso e assim subestimamos Shakespeare e suas citações.

Ó vã filosofia. Vã? Ou simplesmente, absorta?

Alguns amigos e pessoas que convivem comigo dizem que sou meio vidente. Outras não dizem, mas sentem. Não vou mentir, até que gosto que me vejam assim! Um rapaz vidente que sabe tudo o que tá acontecendo e que não adianta lhe esconder nada. Quem dera fosse assim…ao menos ninguém esconderia realmente.

Mas infelizmente não sou vidente. Meu dom é o do pressentimento. Quando sinto que as coisas vão bem, eu simplesmente sinto, e não importa de onde vem, importa é que vem de mim e eu sou cônscio disso, presto uma enérgica atenção. Quando sinto que as coisas vão mal é que está o problema..pois é um mal pressentimento. Esse faz parte do enjôo que sentimos, do suor fora de hora, do aumento do estresse. Geralmente quando tais pressentimentos vêm, tapamos os ouvidos salutares e nos afogamos em nossa própria desgraça. Ai ai, se minha vida fosse só de pressentimentos bons.

Enfim. Pressentir é sentir antes de acontecer. É saber o que está por vir…e por mais que possa parecer esquisito, eu sempre sei o que está por vir. Não preciso de cartas, búzios, mandinga ou sinal de fumaça espiritual…preciso apenas de tempo…

…tempo, pra enxergar realmente o que as coisas são…o que as pessoas são…
…e o quanto elas são boas pra mim..ou terrivelmente péssimas pra mim, com ou sem amor.

O que pressinto hoje, não gostaria de sentir. Mas se está aqui, dentro de mim..então é necessário. Que acabe logo este pesadelo. Que venha a bonanza e com ela a esperança, porque a confiança, no mundo, se perdeu…então quem sou eu?

Apenas um sonhador.

De certo que as mulheres sentem atração pelos homens. Tanto as casadas como as solteiras [100%]. Mas poucas descobrem o verdadeiro amor … [60%]. Das que descobrem, às vezes fraquejam [45%], por um corpinho sarado, uma conta gorda no banco, ou uma admiração exagerada.

Poucas destas, que não fraquejam e sempre estão firmes, ficam até com o desejo no pensamento ..e de lá o aprisionam – com correntes de amor pelo companheiro oficial; com algemas de lembranças carinhosas e passeios inesquecíveis – e jogam a chave da tentação fora. Mas até uma boa parcela, às vezes até comenta … [14,7%]. Muito poucas são as que resistem fortemente … [0,3%].

As pessoas estão sempre querendo alguma coisa. Um milionário quer sempre um dinheirinho a mais, um viciado quer sempre uma droga a mais, uma ninfomaníaca quer sempre um desconhecido a mais, e uma companheira quer sempre um amor maior. Porém, tentamos procurar isso em outras pessoas, admirando as qualidades (que na maioria das vezes é a beleza) delas, e mostrando toda sua insatisfação (mesmo que incoscientemente esteja muito satisfeita) com o companheiro. Quando o desejo do seu pensamento se torna palavra, é porque provavelmente você quer transformá-la em atitude. E não precisa de um excesso de raiva ou de amor não, pois as nossas atitudes foram palavras antes, que por consequência, foram pensamentos.

Porque as pessoas simplesmente não se contentam com o que têm? Porque precisamos estar sempre querendo renovar, se sequer dentro de nós nos renovamos? Será que os desejos são realmente a felicidade? Ou a felicidade está no seu contentamento e no seu agradecimento pelo que tem? A tentação existe até para os mais fortes. Existiu pra Jesus, e existe pra você. Porque não tentar ser como o Homem mais certo de todo o mundo desde que temos vida?

Posso ter a Síndrome de Profeta, Síndrome de Scofield e etc…mas com todas essas síndromes, me tornei uma pessoa íntegra, honesta e especial.

Não basta apenas afastar os homens de sua vida, ou as mulheres que aparecem em suas vidas…temos que afastar os pensamentos que elas nos proporcionam…temos simplesmente que aprisioná-lo no abismo mais fundo do seu inconsciente, para que de lá jamais saia…porque se sair, será como um grande arrependimento moral, amoroso e social.
Difícil não é…porque minhas correntes e algemas estão firmes, e jamais quebrarão…porque a fortaleza é o amor, e o amor é Deus. Se Deus é por nós, quem será contra? Pare, pense e reflita: Você é dona(o) de você mesma(o)…você é livre para tudo, você manda em tudo, menos no amor. E sem amor, quem será feliz? Quem se abdica do amor pela tentação, abdica-se da vida eterna pela perdição. E viver eternamente não é um conto de fadas..pois o homem perece, mas um exemplo vive para sempre. Isso é o maior exemplo que existe…pois não existiram mártires, existiram exemplos…de um povo sem noção, contudo sem existência.

Então faça da sua vida uma felicidade, uma dedicação…purifique-se, caminhe ao oposto da desonra…ao oposto da vontade tentadora, ao oposto de tudo que – no fundo do seu coração…onde Deus toca e te ensina – você sabe que não é o correto, e arrepender-se-á muito facilmente.

A felicidade está dentro de você. Deus e a bondade está dentro de você. Não as despreze…ignore sim, as tentações.

Seja feliz!

Onde está a felicidade?
Na razão? No coração? Na mente? Nos momentos? Em todos estes lugares?
Então está. Porque tudo isso vem de dentro de nós. Quando dizemos que ninguém é responsável pela nossa felicidade, às vezes, não refletimos nisso..mas deveríamos.
Porque ninguém manda na nossa felicidade. Ninguém te faz feliz…você mesmo(a) que é feliz.
A felicidade se divide em 3 personalidades diferentes:

.:. O que acha que a felicidade está no outro .:.

Esta personalidade é levada pelo coração, se comporta de forma excepcionalmente humilde, carinhosa, paciente, compreensiva. Faz tudo pelo outro, o ama acima de tudo, aceita implicâncias, aceita humilhação (porque parte dessa humilhação mostra que ele não liga de ser humilhado, apenas quer aquilo porque aquilo o fará feliz), aceita o desprezo. Sua qualidade é magnífica, pois não é um egoísta. Às vezes…por ser tão bonzinho, até se sente culpado em algo que sequer tem culpa.

.:. O que acha que a felicidade está nos desejos .:.

Já esta personalidade se comporta de maneira muito racional, é esperto e está sempre querendo mais de mal com a vida, com o outro. É aquele que só se sente feliz, quando seus desejos são realizados. Carinhoso quando quer algo, pois é egoísta ao extremo. Está sempre procurando alguma coisa pra fazer. Não consegue ficar parado. A felicidade pra essa pessoa não é a quietude, e por isso essa pessoa não é pacata. Faz tudo o que quer pra conseguir realizar seus desejos e por isso acaba se abstendo da própria felicidade. Sofre sozinho, e é triste..isso porque pensa que a felicidade está nos desejos…e esquece de mudar, esquece que sua própria mudança é que irá fazê-lo feliz.

.:. O que acha que a felicidade está dentro de si .:.

Essa apaixonante personalidade é equilibrada. Usa seu coração com razão…e sua razão não se prende, pois ouve seu coração. Esta pessoa sabe o que é a felicidade. Ela costuma se lembrar de momentos maravilhosos, e se afastar de problemas e lembranças ruins. Jamais desconsidera um pensamento para o bem. Está sempre aprendendo com os erros, para que possa sempre estar mudando..porque sabe que a felicidade está nessa mudança própria. Pensa, pondera, e vê que é feliz, porque realiza seus desejos lapidando-se para o outro, não sendo perfeito…mas chegando muito perto. Desculpa, reclama, critica, e está sempre procurando que o parceiro aprenda que a felicidade está dentro dele, no consenso, na conversa…que fazem parte da razão…e no amor, e na consideração…que fazem parte do coração.
Ele sabe que ninguém o fará feliz senão ele mesmo. Mas ele quer que o parceiro também seja feliz. Então ele equilibra nessa balança, ou tenta equilibrar.

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Se todos fôssemos ponderados e equilibrados, o mundo não estaria como está…Jesus nos ensinou a amar o próximo, e a usar nosso intelecto em favor Dele para encontrar a felicidade, sabendo que Ele foi um exemplo…um exemplo de equilíbrio, amor-razão, companheirismo…e o principal: perdão.

Claro, que particularmente me encaixo ainda no nº1, mas aspiro essa vontade de ser o nº3…para que eu consiga ultrapassar mais uma fase da minha vida.

E espero que você também. Já se avaliou? Onde está a felicidade?

Beijo a todos!

.:.

Estou em um meio líquido. Algo me impele energicamente e suas paredes são delicadas, quentes…de que é formado isso?

Não quero saber mais, por enquanto (quem sabe quando o mundo girar, daqui há alguns anos), pois sinto frio. Muito frio. Vou chorar…estou chorando e alguém me segura de cabeça pra baixo. Começo a respirar sem ajuda. Que saco isso!! Antes era tão fácil, agora gasto tanta energia. Será que sou preguiçoso? Mas acabei de nascer!

Estou entendendo. Vejo cores, muitas cores e to gostando. Vejo pessoas conhecidas, e idiotas desconhecidos que parecem animadores de festa. Por que eles usam estas vozes artificialmente esganiçadas? Lá na frente chamarei isso de falsete, porque provavelmente ouvirei The Darkness. Gosto de rock, mas demorei a gostar.

Por enquanto ficarei na ‘casa-muito-engraçada-que-não-tinha teto’. Que engraçado! Quase irônico!

Olha eu caminhando. Direita, esquerda, tombo. Tudo bem, sou grandinho, posso ser desengonçado. Nossa! Já se passaram 6 meses? Ou “só se passaram 6 meses”? E já ando? Não é magnífico?

O tempo passa rápido. De repente, descobri que vivo em uma família, mas o melhor é que…família é onde se incluem todos aqueles que não animam festa! Fiz minha primeira inferência: “família não anima festas”. Hahaha! Será que serei engraçado? Ou quem sabe irônico?

Não sei. Talvez…só sei que estou num lugar onde vão me mostrar o que ainda não percebi na minhas reflexões. Apesar de que, em 5 anos, como posso fazer reflexões? Pergunto de novo: será que vou ser introvertido? Reflexivo? Absorto? Um “lento e desconcentrado”?

Talvez. Minha mãe me deixou aqui. Não chorei, ela disse que voltava. Mas porque os outros parecidos comigo choraram? Será que eles não entenderam a mamãe deles? Ou não quiseram entender? Ou mesmo assim estão com medo de alguma coisa? Ou sou tão feio que eles me viram e choraram? Será que vou ser feio assim?

Talvez. Também não importa. Eu sei do esquema.

Esquema eu uso quando finjo ser um personagem de algum lugar, com algum objetivo…uso esquema nessa coisa interessante que chamam de games. Você pode ser o que você não é…e até mesmo o que você jamais (naturalmente) poderá ser. Mas, você joga, e você ganha, e você consegue, e você ultrapassa obstáculos.

Obstáculos simples, até aqueles que quando um número é substituído por x. Sei que ele continua sendo aquele número, só que um número fantasma. Só que eu sempre sei qual é. Porque sempre existem dicas. Às vezes, nem precisa de dicas…o número se escondeu mal. Adorei essa matemática. Será que vou ser um grande contador? Ou só serviu pra eu aprender a descobrir os “fantasmas” mais facilmente? Ou com dicas? Ou esquema? Talvez. E isso se repetiu, por muitas vezes….muitas dicas diferentes…mas, não…não quero ser um contador. Entrei num lugar que vai me ensinar a cuidar do corpo das pessoas. Entrei hoje, acho que é 2 de fevereiro de 2000.

Até que gostei, mas por equanto estou gostando mesmo é de ser popular. Nossa, eu não sabia que poderia ser ouvido por alguém…sequer conhecia o que eram argumentos, ou idéias certíssimas. Acho que isso é o resultado de muitas noites pensativas, muitos livros lidos, muita conversa e porque também já ouvi muita coisa. Que bom que tenho meus sentidos!

Antes disso tudo, quando ainda jogava games e corria feito um louco atrás de uma bola com algum objetivo, também me interessei pelos animadores de festas. Principalmente as que possuem cabelos longos e o falsete não é idiota, porém é por conta da natureza. Interessei pelo que elas são, pelo seu corpo (isso me interessei bem, inclusive adorei o que me proporcionou quando vi pela primeira vez desnudo, acho que chama-se tesão), por sua mente, por sua sabedoria…e principalmente, pelo seu comportamento. Sou apaixonado pelo comportamento. De tudo, de todos. São tão diferentes, mas pra mim, são todos como os números fantasmas, os “x”s. Se eu fosse um personagem mutante de um livro de Stephen King, acho que seria um John-Smith-do-Comportamento. Não sei. Talvez.

Mas enfim. Estou aqui, que horas são? 23:15. Então, isso é uma história e o fim da história. Quem sabe uma biografia…superiormente escassa de detalhes, mas gostei da resenha.

É pra mostrar que desde que viemos ao mundo, obtemos algumas manias que sequer sabemos que são inconscientes. E isso tudo depende do meio que vivemos, da família que temos, das coisas que lemos, que vimos, das sensações (boas e ruins) que sentimos, das lembranças…de tudo.

Portanto, somos diferentes. Até gêmeos são diferentes, porque mesmo sendo fisicamente iguais e alguns ser parecidos comportamentalmente, têm perspectivas diferentes de tudo. Parecidas, mas não iguais.

Enfim. Não podemos mudar esse prazer que sentimos em viver, porque este é o nosso objetivo, pois fora isso que nos fez o que somos. Foi o gasto de minha energia, ao nascer, que me fez preguiçoso…foi a sensação gostosa de ver uma mulher que me fez um ‘discreto’ tarado, foi a alegria de ter excelência em alguma coisa abstrata que me fez gostar de games, foi as milhares de noites de reflexão que me fez saber compreender o próximo de uma maneira racional, e de gostar de seus comportamentos, sendo eu, assim, um rapaz que gosta muito de conversar, apesar de ser introvertido.

Portanto, vamos aceitar as diferenças, os prazeres alheios, a cultura e a educação do próximo…porque é isso que nos faz apaixonar por outra pessoa. Se todos fôssemos iguais, o mundo não teria graça e não haveria prazer.

Enfim, fiquem com Deus…semana que vem estou aí. E não julguem a mania alheia!!! rs

Eureka!
Feliz Dia dos Pais, porque afinal, todo dia é dia do Pai.
Mas hoje é um dia especial.
Não! Não é o segundo domingo de agosto, é a segunda quarta…ou seria a terceira? Sim, é a terceira. Vi aqui.
Conheci Alguém especial. Alguém muito especial que não tem como não me expressar ou falar sobre isso. Conheci um grande Amigo.

Venho perambulando por anos tentando encontrar um cipó onde seria capaz de me pendurar e não cair. Balançar pelas florestas, sorrir para os animais, sentir o cheiro da natureza, as cores das roupas das flores que mesmo sem ter inteligência se vestem tão elegantemente.
Mas como agarrar um cipó se sequer conhecemos sua natureza? Se nunca nos deparamos com suas características?
Tudo tem uma história. E toda história tem uma verdade.

Para os cegos e os ignorantes, conhecer é o maior milagre do mundo, mas crer é o maior sacrifício. Quando cremos, vivemos…eternamente.
Conheci essa Pessoa…li sobre Sua história, li sobre Seus ensinamentos, acreditei neles e hoje sou uma pessoa melhor…e não só uma pessoa melhor, tenho um novo Amigo e um Pai que sempre esteve por mim, mas de alguma forma, nunca estive pra Ele.

Meu amigo Jesus, prazer em conhecê-lo. Estou lisonjeado por poder aprender o que nos ensinou. Estou alegre por poder encontrar no meio de tantas pessoas ruins, ou até normais…um exemplo que Você (se puder dizer assim, como um grande amigo) é, e digo “é” como verbo conjugado no presente do indicativo porque Alguém como Tu vive eternamente…pois um homem perece, mas um exemplo vive eternamente.

Deus, Teu Pai, Te deu a vida eterna, e hoje Tu vives em nós, em nossos corações.

Deus, também meu Pai a partir de hoje, terá orgulho de se sentir orgulhoso desse simples e ignorante filho, entre bilhões que vivem, porque meu Amigo, nos mostrou como agradá-Lo, se não puder dizer Irmão, porque quero amá-Lo tanto quanto amo meus irmãos humanos e minha família. Quero amá-Lo com tanta vontade quanto amo minha namorada e futura esposa. Quero simplesmente amá-Lo…
…e só espero ser correspondido através do orgulho pelo seu simples e ignorante filho, pois Tu fizestes o céu e a terra, a natureza, o cheiro, a vida, a inteligência e principalmente o amor…e isso já é uma prova de amor por todos nós.
Me perdoe, me ilumine e me lapide.

“Quem se humilha, será engrandecido…mas quem se engrandece, será humilhado.”

PAI, EU TE AMO!